segunda-feira, 27 de abril de 2020

Fichamento do livro - A bolsa amarela, de Lygia Bojunga Nunes

Olá, meus queridos do 6A, 6B, 6C e 6D! Tudo bem com vocês e com toda a família?

Para facilitar o acesso e agilizar as tarefas, vou postar novamente, aqui, o livro em PDF e a Ficha de Leitura que vocês devem fazer...

A bolsa amarela

Ficha de Leitura

Cliquem no nome do arquivo para abrir.

Fiquem com Deus!   Fiquem em casa!

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Oiiiii! Uma análise do livro "A bolsa amarela", da Lygia Bojunga Nunes, em vídeo...

Assistam: Mari, do site Poeira literária. Os comentários podem ser feitos aqui mesmo, no campo de comentários, ou enviados para o e-mail: cassia.hefziba@gmail.com


sábado, 18 de abril de 2020

Olá! Em tempos de COVID 19, tornou-se necessário encontrar meios tecnológicos para a comunicação professor/aluno se efetivar. Por isso, esse blog será canal de troca de conteúdos com meus aluninhos.

Nada substitui a presença física, principalmente para mim, que gosto de aulas participativas, com interação direta, com os alunos opinando, tentando responder os questionamentos, lendo no microfone, rindo e, muitas vezes, dando trabalho para colocar ordem na sala... a vida em movimento!


Enquanto isso não é possível, vamos trabalhar como dá! Em breve, se Deus quiser, tudo isso irá passar!


Fique em casa!!!


ATIVIDADE – LIVRO “A BOLSA AMARELA”, de Lygia Bojunga Nunes


A bolsa amarela

Meu irmão chegou em casa com um embrulhão. Gritou da porta:
-- Pacote da tia Brunilda!
Todo o mundo correu, minha irmã falou:
-- Olha como vem coisa.
Rebentaram o barbante, rasgaram o papel, tudo se espalhou na mesa. Aí foi aquela confusão:
-- O vestido vermelho é meu.
-- Ih, que colar bacana! Vai combinar com meu suéter.
-- Vê se veio alguma camisa do tio Júlio pra mim.
-- Que sapato alinhado, tá com jeito de ser meu número.
Eu fico boba de ver como a tia Brunilda compra roupa. Compra e enjoa. Enjoa tudo: vestido, bolsa, sapato, blusa. Usa três, quatro vezes e pronto: enjoa. Outro dia eu perguntei:
-- Se ela enjoa tão depressa, pra que ela compra tanto? É pra poder enjoar mais.
Ninguém me deu bola. Fiquei pensando no tio Júlio. Meu pai disse que ele dá um duro danado pra ganhar o dinheirão que ele ganha. Se eu fosse ele, ficava pra morrer de ver a tia Brunilda gastar o dinheiro numas coisas que ela enjoa logo. Mas ele não fica. Eu acho isso tão esquisito” Outra coisa um bocado esquisita é que se ele reclama, ela diz logo: “Vou arranjar um emprego” Aí ele fala: “De jeito nenhum!” E dá mais dinheiro. Para ela comprar mais. E pra continuar enjoando. Vou ver se um dia eu entendo essa jogada.
Não parava de sair coisa do pacote. Minha mãe falou:
-- Que boazinha que é a Brunilda: sabe como a gente vive apertada e cada vez manda mais roupa.
Eu parei de fazer o dever e fiquei espiando. Vi aparecer uma bolsa; todo o mundo pegou, examinou, achou feia e deixou pra lá. Antes, quando chegavam os pacotes da tia Brunilda e não sobrava nada pra mim, eu ficava numa chateação daquelas. E se eu pedia qualquer coisa o pessoal falava logo:
-- Ora, tia Brunilda só manda roupa de gente grande, não serve pra você.
-- É só cortar, diminuir.
-- Não adianta: mesmo diminuindo tudo continua com cara de gente grande.
-- Roupa não tem cara.
-- Tem, sim, senhora.
E nunca fiquei com nada. Num instantinho sumiam com tudo, e usavam, usavam, usavam, até pifar. Aí, no dia que a roupa, a gente ajeitava daqui e dali, e a roupa ficava pra mim. Eu não dizia nada. Até que uma vez não resisti e perguntei:
-- Quer dizer que quando a roupa pifa, pifa também a tal cara de roupa de gente grande?
E o pessoal falou que sim, que era isso mesmo. (É por causa dessas coisas que eu queria tanto crescer: gente grande tá sempre achando que criança tá por fora.)
Aí aconteceu uma coisa diferente: de repente sobrou uma coisa pra mim.
- Toma, fica pra você.
Era a bolsa.
(...)
Cheguei em casa e arrumei tudo que eu queria na bolsa amarela. Peguei os nomes que eu vinha juntando e botei no bolso sanfona. O bolso comprido deixei vazio, esperando uma coisa bem magra pra esconder lá dentro. No bolso bebê eu guardei um alfinete de fralda que eu tinha achado na rua, e no bolso de botão escondi uns retratos do quintal da minha casa, uns desenhos que eu tinha feito, e umas coisas que eu andava pensando. Abri outro zíper; escondi fundo minha vontade de crescer; fechei. Abri outro zíper; escondi mais fundo a minha vontade; fechei. No outro bolso de botão espremi a vontade de ter nascido garoto (ela andava muito grande, foi custo pro botão fechar). Pronto! A arrumação tinha ficado legal. Minhas vontades tavam presas na bolsa amarela, ninguém mais ia ver a cara delas. 
(Lygia Bojunga Nunes)



1)      De acordo com o texto, que nome e idade você daria à garotinha da história?

2)      Qual é a bronca da menina na primeira parte do texto?

3)      Na segunda parte do texto, a menina ajeita suas coisas na bolsa amarela. Quais eram as vontades dela, as quais escondeu na bolsa? Por que será que ela tinha essas vontades? Comente.

4)      O que significa a expressão "ficava pra morrer", destacada no texto?

5)      Você concorda que "Roupa não tem cara"? Justifique sua resposta.

6)      Copie do texto exemplos de oralidade.

7)      Localize no texto:
a)       dois substantivos próprios
b)      dois substantivos comuns
c)       dois adjetivos, dizendo a que substantivo cada um se refere
d)      dois verbos no presente
e)       dois verbos no pretérito perfeito
f)       dois verbos no pretérito imperfeito
g)      dois pronomes possessivos
h)      dois pronomes demonstrativos
i)        dois pronomes pessoais do caso reto
j)        dois numerais

8)      Em sua opinião, por que deram a bolsa amarela para a menina?

9)      E você, se tivesse uma bolsa amarela, quais objetos e vontades guardaria nela? Faça um desenho para ilustrar a sua resposta.


10)  Agora, você escreverá num papel a sua vontade para esta metade do ano: qual é o desejo que quer que se realize ainda em 2020? Deposite a sua vontade na bolsa amarela.



Responda na área de "Comentários" e não esqueça de colocar seu nome completo e a turma; ou envie para o e-mail cassia.hefziba@gmail.com.